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 BATISMO NO ESPIRITO SANTO

 

TEXTO: Atos 1:8/2:1-8

O Espírito Santo no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, a ação do Espírito Santo era bem específica sobre líderes, profetas, sacerdotes, reis, etc. O povo apenas presenciava a presença do Espírito na vida dos líderes.
Ex. Moisés e os Anciãos – Nm 11:16-17- Ninguém pode fazer a obra sozinho.
Rei Saul – 1Sm 10:6 e Rei Davi, Sansão, Elias e Eliseu, etc.
Os reis ao serem ungidos recebiam o poder do Espírito Santo, que era derramado sobre eles.
Nos dias de hoje o Espírito Santo não é exclusividade, mas é para todos.

AS PROMESSAS DO DERRAMAR DO ESPÍRITO SANTO – DENTRO E SOBRE

1-DENTRO - para regeneração/conversão
Ez 36:26-27 – “Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro em vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.”
Esta promessa está falando de conversão, regeneração. No dia em que você aceitou Jesus no seu coração, como Senhor e Salvador de sua vida, o Espírito de Deus. veio habitar dentro de você.
Ele que te convence do pecado...
Cumprimento da promessa - Jo 20: 19-22

2-SOBRE- para revestimento de poder
Mt 3:11 – “Eu vos batizo com água, para arrependimento. Mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
Cumprimento da promessa – At 2:4
O batismo com o Espírito Santo dá força a você para manter viva a libertação e cura que recebeu.


O QUE É O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Revestimento de poder - Lc 24:49- “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Unção - I Jo 2:27 – “E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.”

Virtude do Espírito - At 1:8 – “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até os confins da terra.”
Virtude é poder em ação. É o poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele e ensinar-lhes a observar tudo quanto Ele ordenou.

Diferença entre receber o Espírito Santo e o Batismo no Espírito Santo
Receber: Jo 20.19-22 - “ ... assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”
Receber o Batismo: At 1.5, 8; At 2.4; At 2.39


Para quem é? – PARA TODOS
At 2:38-39 – “...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.”/

Joel 2:28-32 –“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne.....”

Existem duas coisas básicas que impedem uma pessoa de receber o batismo com o Espírito Santo: a incredulidade ou pecados não confessados.

O QUE É NECESSÁRIO PARA RECEBER?
1- Arrepender dos pecados – At 2:38
2- Crer – Jo 7:38 – “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.”
3- Pedir – Lc 11:13 –“Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem?”
4- Receber – At 1:8 –“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo,, que há de vir sobre vós...”

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO...
1. Não está vinculado a mérito, é um dom de Deus (At 10:45).
2. Nem a métodos, pois o Espírito opera como vento (Jo 3:8), “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai...”
3. Nem a datas, pois Jesus o batizador é soberano, e batiza quando lhe apraz.
4. Nem a locais, pois Ele batiza aonde quer.
5. Nem a posturas corporais, pois o que vale é a posição do coração (Jr 29:13) “ buscar-me-eis e me achareis quando me buscares de todo o vosso coração.”

CONDIÇÕES PARA RECEBER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
a)Arrependimento e aceitar a Jesus como Senhor e Salvador (At 2:38-40), voltando para Deus em mudança radical de atitude.
b)Obediência (At 5:32) “e nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”
c)Fé (Jo 7:38; 11:40) – “...se creres verás a glória de Deus.”
d)Busca ardente com perseverança (Mt 7:7) “Pedi, e dar-se-vos-á...”
e)Sede ardente (Sal 143:6) “...a minha alma tem sede de ti como terra sedenta.”
f)Atitudes dignas de louvor.
g)Coração limpo (Mt 5:8). ”Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.”


Os resultados do Batismo no Espírito Santo.
- Ousadia e eficácia no testemunho e na pregação (At 1:8; 4:31, 33; 6:8-10; Rm 15:18-19; I Co 2:4).
- Sinais e maravilhas (At 6:8; I Co 2:4; Rom 15:18-19).
- Mensagens proféticas e louvores (At 2:4, 17; 10:46; I Co 14:2, 15).
- Visões da parte do Espírito Santo (Ap. 1:9-20).
- Maior sensibilidade contra o pecado que entristece o Espírito Santo, maior busca de retidão, percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (Jo 16:8; Ef 4:30).
- Maior desejo de orar e interceder (At 2:42; 3:1; 4:31; 6:4; 10:9; Rm 8:26-27; I Tm 2:1-6; Dt 9:1-23; Dn 6:10).
- Maior amor à palavra de Deus e melhor compreensão dela (Jo 16:13; At 2:42).
- Uma convicção cada vez maior de Deus como nosso Pai (At 1:4, Rm 8:15; Gl 4:6).
- Submissão aos que estão em autoridade sobre nós (Gl 5:18-21; Hb 13:7; 13:17).

Evidências do Batismo no Espírito Santo
O falar em línguas estranhas, é uma das evidências para se aferir se a pessoa foi ou não batizada no Espírito Santo (At 11:15-17), o que se deu no dia de pentecostes, repetiu-se na casa de Cornélio (At 10:46); em Éfeso (At 19:6); na vida de Paulo (At 9:17-18; I Co 14:18; em Samaria (At 8:20-21), embora a Bíblia não declare, também deve ter havido línguas estranhas por ocasião do avivamento que lá houve nos dias dos apóstolos (veja I Co 13:1)).


1)Não estabeleça regras para o Espírito Santo
2)Todo ensinamento de homem que possa trazer condenação ou barreira para você receber o poder do Espírito, jogue fora de sua vida em nome de Jesus.
3)Receba o Batismo no Espírito Santo pela fé.

 

BATALHA ESPIRITUAL


    UMA REALIDADE DESDE ANTES DA CRIAÇÃO DO MUNDO
    
     Estamos vivendo o momento espiritual da descoberta da Batalha Espiritual, ou da Luta ou da Guerra Espiritual. Muitos livros tem surgido para alertar, esclarecer, e muitos até para confundir.
    
    Alguns autores, como Peter Wagner e outros, têm procurado até separar os níveis de guerra, que têm sido aceitos por todos como sendo três:
    
    Nível 1 : Batalha a nível de solo (pessoa a pessoa)
    Nível 2 : Batalha a nível de instituição (organização / organização)
    Nível 3 : Batalha a nível estratégico (tomada de cidades, regiões e
    nações).
    
    Este trabalho não esgota todos os pontos, mas dá uma primeira visão para motivá-lo a pesquisar mais, estudar mais, participar de seminários, etc. enfim, se preparar devidamente para ter vitória em todos os níveis de Guerra Espiritual.
    
    OS NÍVEIS DA GUERRA ESPIRITUAL
    
     Está escrito: “...que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações” (2 Co.2:10b e 11)
     Satanás é um estrategista. Muda constantemente suas táticas. Ainda bem que Deus nos dá espírito de revelação e através da sua Palavra descobrimos seus intentos. Efésios 1:17.
     Peter Wagner, estudioso desta matéria, tem feito a seguinte classificação no seu livro “Oração de Guerra”, pag. 16 a 18 :
     1).-Guerra Espiritual em Nível Solo
     2).-Guerra Espiritual em Nível de Ocultismo
     3).-Guerra Espiritual em Nível Estratégico
     Num certo sentido ao fazermos guerra, envolvemo-nos com todos os níveis, pelo fato de não ser possível separar um do outro.
    
    1.-Guerra Espiritual em Nível de Solo
     Este é o ministério que chamamos de Libertação; é o mais comum; é o que mais vemos no nosso dia-a-dia. Em Marcos 16:17, Jesus deu esta missão aos seus discípulos. Este é o primeiro confronto real com as obras das trevas. Deus tem levantado muitos ministérios de libertação.
    
     O ministério de Libertação não recebe oposição. Cristãos de várias confissões de fé o aceitam sem problema algum. Por isso tem havido um grande progresso nessa área. Nosso Seminário tratará desse Nível.
    
    2.-Guerra Espiritual em Nível de Ocultismo
     Em 2 Co.10:3-6 Paulo fala que nossa luta não é segundo a carne, e que as armas que temos para lutar também não o são, porque as FORTALEZAS contra as quais lutamos são: RACIOCÍNIOS, que quer dizer SOFISMAS. E sofisma quer dizer “argumento falso, falacioso, fruto da imaginação, da lógica humana, da sabedoria humana”.
     A outra fortaleza que Paulo apresenta como nosso inimigo chama-se BALUARTE, que quer dizer “poder cósmico, que se manifesta de forma variada e resiste à verdade que é o conhecimento de Deus”.
     Nesse Nível estão em cheque:
    1).-Maldições hereditárias
    2).-Consagrações satânicas
    3).-Sociedades secretas
    4).-Seitas Orientais
    5).-Bruxaria e satanismo
    6).-Nova Era
    
     A estratégia nesse Nível é bem sofisticada: livros, cursos, seminários, alimentos, objetos, etc. Temos que tomar cuidado para não sermos igualmente envolvidos.
    
    3.-Guerra Espiritual em Nível Estratégico
    Nesse Nível a luta é contra Principados, Potestades, Príncipes do Mundo que dominam sobre regiões geográficas: - Ef.6:12. O Nível Estratégico é a guerra frontal contra altas hierarquias satânicas.
    
    1).-Acidentes
    2).-Violências Físicas
    3).-Degeneração Moral
    4).-Violências Sexuais
    5).-Pobreza
    6).-Todo tipo de doença
    7).-Distúrbios
    8).-Revoltas/Rebeliões
    9).-Sectarismo/Racismo
    10).-Guerras e Rumores
    11).-Suicídios
    12).Domínio de autoridades
    
     Para que haja operação satânica nesse Nível, o inimigo estabelece bases legais.
     Jesus falou de Betsaida e Corazim como sendo cidades mais resistentes que as de Tito e Sidon. Por que ? As pessoas que ali habitavam eram diferente das de Tiro e Sidon ? Ou a cegueira do entendimento provocado por Satanás era mais intenso por estar aquele povo debaixo de um domínio intenso ? Leia Lucas 10:1-19.
     A Batalha nesse Nível não pode ser feita de qualquer maneira. É preciso arregimentar bem o exército do Senhor. Ter guerreiros bem treinados e prontos a pagar o preço da verdadeira renúncia. Horas e horas de oração e intercessão. Vida consagrada e santificada ao Senhor para que o inimigo não encontre brecha e venha detonar sua bomba.
    Só entre nesse Nível por revelação de Deus, esse é o primeiro aspecto. Segundo: Para guerrear nesse Nível é preciso que se conquiste a UNIDADE DO CORPO DE CRISTO NO TERRITÓRIO OU NA CIDADE.
    
    DOIS REINOS ?
    
    Mateus 11 : 12 "Desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço (à força em outras traduções) e os que se esforçam se "apoderam dele" (do grego harpazein = apanhar, agarrar, arrebatar).
    Jesus veio para implantar o seu Reino num lugar que foi criado por seu Pai, e entregue aos homens, mas dominado por meios ilícitos por satanás. Ele é o "posseiro" que implantou um domínio na terra ("Este mundo jaz no maligno") e não quer devolver ao legítimo proprietário: JESUS.
    Estabeleceu-se aí uma luta , declarada em Gênesis 3:15, explodida com a vinda de Jesus à terra e que só terminará quando Jesus entregar o Reino ao Pai, conforme registrado em I Coríntios 15:24: “Então virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo o domínio, e toda autoridade e todo o poder.”.
    Na verdade, não existem dois reinos em guerra, mas apenas UM Reino, com apenas UM Rei. Os demais estão em estado de rebelião, mas já têm a condenação decretada pelo Rei. Mas esta luta não é da carne, mas espiritual, já explicada por Jesus em Mateus 12:28.
    
    CONHECENDO O INIMIGO CONTRA QUEM LUTAMOS
    
     Estamos falando do DIABO ou SATANÁS. Quem é ele ? É necessário que o conheçamos para sabermos do que ele é capaz e do que não é. A palavra Diabo vem do grego e significa ACUSADOR, CALUNIADOR.
     A palavra Satanás vem do hebraico e significa O QUE RESISTE, ADVERSÁRIO, QUE SE OPÕE A DEUS, QUE FAZ RESISTÊNCIA.
    
    1.-Origem de Satanás
    Apocalipse12:7-9 e 4a e Ezequiel28:13-17
    
    2.-Natureza de Satanás
     2.1.-Ele é uma criatura de Deus. Criado por Deus com ser bom (Ez.28:12). Ele não é criador, mas apenas criatura de Deus
     2.2.-Ele é um ser espiritual (Ef.6:12)
     2.3.-Ele é da ordem dos querubins. Fazia parte de uma alta hierarquia angelical, provavelmente o mais exaltado das criaturas angelicais (Ez.28:14)
    
    3.-A Personalidade de Satanás
     3.1.-Possui intelecto e é astuto, maquinador (2 Co.11:3)
     3.2.-Tem emoções - “...e o dragão irou-se... ...e foi fazer guerra...”
    (Ap.12:17)
     3.3.-É homicida e mentiroso (João 8:44)
     3.4.-É acusador (Apoc.12:10) - “...já foi lançado fora o acusador...”
     3.5.-É tentador ( Mt.4:3) - “...Chegando então o tentador, disse-lhe...”
    
    4.-Nomes de Satanás
     4.1.-LÚCIFER - “como caíste do céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva, como foste lançado por terra tu que prostravas as nações” (Is.14:12)
     4.2.-DRAGÃO, SERPENTE, DIABO - “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, e o amarrou por mil anos” (Ap.20:2)
     4.3.-BELZEBÚ - “Mas os fariseus ouvindo isso, disseram: este não expulsa os demônios senão por belzebú, príncipe dos demônios” - “ora, se satanás expulsa satanás, está divido contra si mesmo; como subsistirá pois seu reino ?” (Mt.12:24,26)
     4.4.-BELIAL - “Que harmonia há entre Cristo e Belial ?” (2 Co.6:15)
    
    5.-Títulos de Satanás
     5.1.-ADVERSÁRIO - “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda ao derredor de vós, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar” (1Pd.5:8)
     5.2.-DEUS DESTE SÉCULO - “nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não resplandeça a luz do Evangelho” (2 Co.4:4)
     5.3.-PRÍNCIPE DESTE MUNDO - “agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (Jo.12:31)
     5.4.-MALIGNO - “a todo o que ouve a palavra do Reino e não atende, vem o maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração...” (Mt.13:19)
     5.5.-TENTADOR - “Chegando então o tentador disse: se Tu és Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães” (Mt.4:3)
     5.6.-LADRÃO - “o ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir...” (Jo.10:10)
    
    6.-Representações de Satanás
     Ele é representado por várias figuras:
     6.1.-SERPENTE - “disse a serpente à mulher: certamente não morrereis...” (Gen.3:4); “e foi precipitado o dragão, a antiga serpente...” (Ap.12:9)
     6.2.-DRAGÃO - ítem anterior
     6.3.-ANJO DO ABISMO - “Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadon e em grego Apolion” (Ap.9:11)
     6.4.-ANJO DE LUZ - “e não é de admirar, porquanto o próprio satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Co.11:14)
     6.5.-ESTRELA CAÍDA - "...e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo." (Ap.9:1)
     6.6.-LOBO - "Mas o que é mercenário e não é pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, e o lobo as arrebata e dispersa." (João 10:12)
     6.7.-LEÃO QUE RUGE - "O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor rugindo como leão, procurando a quem possa tragar." (I Pedro 5:8)
    
    7.-O Trabalho de Satanás (Algumas menções)
     7.1. Cegar o entendimento dos incrédulos, para que neles não venha resplandecer a luz do evangelho da glória de Cristo. ( II Coríntios 4:4)
     7.2. Levar a Deus o tempo todo, acusação dos crentes. (Ap.12:10)
     7.4. Colocar pessoas em prisões para serem provadas. (Ap.2:10)
     Prisões que satanás pode colocar pessoas: (II Corintios 12:7-10)
     7.4.1. Fraquezas - Enfermidades, dores e sofrimentos físicos
     - Jesus expulsou espírito mudo e surdo. Marcos 9:25,26
     7.4.2. Injúrias
     - Tentativa de diminuir nossa auto-imagem.
     7.4.3. Necessidade
     - Ele forja necessidades. Dificulta as coisas. Atrapalha
    aquisições de bens que são indispensáveis...
     - Lança setas de erro para quebrar aparelhos, etc.
     7.4.4. Perseguições
    - Ele faz de tudo para impedir o avanço do Reino de Deus:
     a) Tenta fechar as portas para o trabalho;
     b) Faz ameaças.
     Lembre-se de Sambalá na construção dos muros de
    Jerusalém?
     c) Faz acusações;
     d) Lança maldição. Faz juramento, etc.
     7.4.5. Angústias
    - De repente alguém aparece com sentimento estranho de tristeza, sem motivo aparente ou reconhecível;
    - Abafamento; aperto no peito; choro sem causa; irritação, etc.
     7.5. Levar governantes e legitimar suas ações através de leis para enganar as nações da terra e fazê-las presas as suas iniquidades. (Ez.28:17b, Ap. 20:3 e 16:14)
     - Legitimação do aborto; da Sociedade Gay; Dias de comemoração de "santos" (Aparecida, Fátima, etc.)
     7.6. Tentar as pessoas, fazendo-as cair em suas armadilhas. -Fez isso com Jesus - Mat. 4:3 / Fez com Ananias - Atos 5:3
     7.7. Promover lutas e dissenções na vida das pessoas. (Ef. 6:11,12 e I Cor. l:11,12.)
    
    As Limitações do Poder do Maligno
     Quando você tem em sua vida o poder de Deus; Quando Jesus está governando e reinando no trono do seu coração, então aquele que está em você é maior do que aquele que está no mundo (I João 4:4) e o diabo não lhe toca (I João 5:18).
     1. O diabo não pode invadir o sangue de Jesus.
     -Fomos lavados pelo Sangue de Jesus e estamos cobertos por ele. Isto faz uma cápsula intransponível. Só nós, podemos abrir brecha nessa cápsula. A brecha é aberta quando cometemos pecado.
    2. O Diabo não pode causar-lhe dano se você usar toda a armadura de Deus, diariamente - Efésios 6:11. "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo".
     "Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda força do inimigo, e nada vos fará dano algum". Lucas 10:19.
    
     3. O Diabo não pode ler a sua mente. (Salmos 139)
     - Só Deus é onipresente, onipotente e onisciente.
     - O Diabo entretanto só sabe o que você diz. Nossas palavras são instrumentos valiosos, tanto para o bem quanto para o mal. Em Provérbios 18:21, lemos: "A vida e a morte estão no poder da língua". Daí porque Paulo diz que nós devemos falar: "salmos, hinos, cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor, no vosso coração, sempre dando graças a Deus por tudo, em nome do Senhor Jesus"–Ef.5:19,20.
     4. O Diabo é expelido do corpo de uma pessoas pelo poder do Espírito Santo em o nome de Jesus Cristo - Mateus 12:26-28. Ele não pode prevalecer.
     5. O Diabo não pode impedir que a montanha de suas dificuldades se mova, desapareça, saia, se você semear a semente da Fé e falar a essa montanha - Mateus 17:20
     - Tudo é possível ao que crer - Marcos 9:23
     - Se creres verás a glória de Deus - João 11:40
     - No texto de Mat.17:16ss, os discípulos não puderam expulsar o demônio, sabe por que? - Veja o vs. 20 - "Por causa da vossa pouca fé".
     6. O Diabo não pode confessar que Jesus Cristo veio em carne e sangue para destruí-lo nem dizer que Cristo é Senhor – lembrando que essa não é apenas uma confissão de boca, mas de atitudes..
     7. O Diabo não pode impedir que a igreja de Jesus Cristo prevaleça, Mateus 16:18 - "As portas do inferno não prevalecerão contra ela".
     8. O Diabo só pode operar sinais e prodígios mentirosos, nada verdadeiro. - II Tess. 2:9,10.
     9. O Diabo não pode lhe atingir se você estiver com a vida limpa, exceto por permissão de Deus. - I João 5:18.; Jó 1: 8-12.
    
    A MISSÃO DE RESGATE DO SER HUMANO
    
    Depois que Adão, entregou a terra para o domínio de satanás, Deus preparou um Plano de Resgate que fosse completo e perfeito como Ele é. JESUS CRISTO.
    I João 3:8 (2ª parte) "...Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo".
    
    A Salvação do Homem, ou o Resgate do Homem à sua condição inicial, conforme Lucas 19:10, passa obrigatoriamente pela destruição das obras do Diabo.
    Quando Paulo estava fazendo a sua defesa diante do Rei Agripa, ele afirmou qual foi a ordem que ele recebeu de Deus para o seu ministério (Atos 26:18) "para lhes abrir os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim."
    
    É LUTA ESPIRITUAL
    Por isso este mesmo apóstolo Paulo pôde escrever em Efésios 6:10-18 - o detalhe do que é uma Luta Espiritual. Em especial o verso 12: “Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes”
    Jesus veio a este mundo para destruir as obras do diabo. Aquele que segue o seu Mestre, tem compromisso de ser continuador desta obra. É o que nos mostra Atos 1:1.
    É uma verdadeira MISSÃO de resgate de almas preciosas que estão em poder de satanás. Jesus iniciou (conforme Lucas 4:18) e a Igreja continua esta obra de resgate. Colossenses 1:13
    Em Mateus 16:18 está escrito: “As portas do inferno (do grego = hades) não prevalecerão contra a Igreja"
    Este texto não está falando em defensiva, mas é ataque! “Portas” = “autoridades”
    
    A CHAVE É A ORAÇÃO (Efésios 6:18)
    
    Você deve estar pensando, como entrar nas regiões celestes para guerrear e vencer. Só há uma maneira. A maneira pela qual entramos nas regiões celestes para guerrearmos é a ORAÇÃO.
    
    ORAÇÃO - É o combustível que move o braço de Deus em favor das pessoas que estamos intercedendo para serem salvas. Lembre-se, Deus jamais moverá seu braço em vão (à toa).
    Alguns exemplos bíblicos de Guerra Espiritual e a importância da Oração como meio de Mover as regiões celestes:
     a) Daniel - Daniel 10:1-3 e 10:13
     b) Jesus - Lucas 4:1-2
     c) Paulo - Atos 16:16-18 e Atos 19:1-20
    Os grandes avivamentos só aconteceram como resultados de orações do povo de Deus.
    ORAÇÃO à A Maior Arma do Cristão na Evangelização
    Mais do que nunca, precisamos de Igrejas que compreendam a importância da oração. Vivemos um tempo de grande movimento mundial de oração. No entanto, a questão central tem sido muito básica: na prática, por quais tipos de problemas Deus se interessa ? - Deus não se impõe limites. Muitos, e por muitas vezes tem considerado que Deus não quer ser incomodado por qualquer coisa. No entanto a própria Palavra e a experiência têm mostrado o contrário.
     -Oração de Mark Gepertt na URSS em 1986 (12:00h de 25/04/86)
    As atividades cristãs de peso dependem do soerguimento, da quantidade e da qualidade do ministério de oração que antecede e acompanha essas atividades
    DE VOLTA PARA O FUTURO
    
     Podemos iniciar nossa abordagem a partir dos relatos do Livro do Gênesis. O nome hebraico do livro deriva da sua primeira palavra, Bereshit (“No princípio”). Para pensarmos na Criação, temos que levar em conta que o Livro de Bereshit não se propõe a um relato científico. Não temos qualquer preocupação em faze-lo harmonizar-se com a ciência, mesmo porque a ciência ainda está em uma fase de novas descobertas e afirmações, e refaz muitas de suas posições e declarações.
     Partimos do pressuposto de que temos em nossas mãos uma revelação divina, correta, sem necessidade de conserto. Isso não quer dizer que o relato seja anticientífico, mas sim que é teológico. Não se preocupa em ensinar ciência, mas sobre Deus.
    
    1.1.- “No principio criou DEUS...”.
     Deixa claro que Deus é o sujeito da Criação. Ela não é um acaso. Tem um Autor consciente. Assim, “Bereshit barah Elohim...”. Esse que criou o céu e a terra é Elohim. Essa é a forma plural de Elôah, um singular que surge em linguagem poética. A raiz é El, provavelmente “Ser forte, Ser poderoso”. Elohim é usado em várias passagens como nome de Deus e não significa, necessariamente, a Trindade. Não é negar a Trindade, mas apenas afirmar que basear a doutrina apenas aqui, nesse nome, é dar-lhe fundamento precário.
     O texto de Provérbios 8:22-30 nos fala desse tempo, “no princípio”, que ninguém pode dizer quando, em que não havia nada, só havia Deus. Esse é o tempo do nada, em que só Deus existia.
    1.2.- “CRIOU Deus...”
     O hebraico traz o verbo barah. Não significa “criar do nada”. Em 1:27 é também usado para a criação do homem a partir de material existente. É um verbo reservado à ação criadora de Deus.
    1.3.- “A terra era SEM FORMA e VAZIA...”
     No hebraico, tôhu va bôhu. O primeiro termo indica “deserto, desolação” em termos físicos. O segundo, aparece mais duas vezes e sempre em conexão com tôhu. A partir dessa construção no hebraico, poderíamos perfeitamente traduzir “e a terra veio a ser sem forma e vazia”.
     Com base nisso, poderíamos aqui introduzir uma idéia que não é muito difundida, mas que cabe perfeitamente, que é a da “recriação”.
     Nós vivemos dentro de um contexto de temporalidade. Mas para Deus não há essa expectativa de tempo. Ele é o “El Olam” o Deus Eterno. O tempo, na Bíblia, como o conhecemos e discernimos, e aprendemos com a divisão A.T. e N.T., não passaria de um parêntesis entre a eternidade passada e a eternidade futura. É importante se observar que a palavra “dia” é o hebraico yôm que pode ser traduzida literalmente por dia de 24 horas, pelo período de luz solar, ou ainda, um tempo indeterminado, como no caso de “o dia do Senhor” (yôm YHWH).
    Há uma grande diferença, um grande abismo, entre os dois primeiros versos de Gênesis. Como Deus poderia ter criado uma terra sem forma, desordenada e vazia, além de totalmente envolvida em trevas??? Parece que entre os dois versículos algo aconteceu que alterou a ordem inicial da criação, deixando-a sem ordem e vazia.
    Isaías 45:18 afirma que Deus “... fez e compôs...” a terra. “... não criou em vão, mas a criou para que fosse habitada: Eu sou Jeová, e não há outro”. Primeiramente Deus criou e, em um segundo tempo, a compôs. Deus não criou o caos descrito no verso 2. Ele criou a terra perfeita e inclusive com seres habitando esta criação. Então houve uma criação perfeita que se tornou o caos.
    Houve um tempo em que o plano de Deus sofreu uma variação. Foi interrompido por Deus mesmo, a fim de cumprir seus propósitos. E a ação de Deus provocou uma catástrofe tal que depois dela Deus precisou compor a Terra. A isto se chama “juízo de Deus sobre a criação pré-adâmica”. Isso nos leva a entender que houve uma criação pré-adâmica
    A Palavra de Deus (Gen.1:1) nos ensina que antes dos nossos dias, existiu uma etapa de duração indefinida, eterna, caracterizada pela inexistência do mal. Tendo em vista que não haviam os dias como hoje o conhecemos; tendo em vista que um dia para Deus é como mil anos, e mil anos como um dia; tendo em vista que na eternidade não há contagem de tempo; então podemos concluir que o período de existência dessa primeira criação foi incontável – milhões, bilhões, ou mesmo muito mais que bilhões de anos.
    1.4.- Uma Possível Recriação - Ezequiel 28:12-19
     Historicamente Tiro nunca teve um rei. Aqui fala de um ser criado por Deus, que no livro de Isaías 14 recebe o nome de Lúcifer, o filho da manhã. O querubim que viria a converter-se no diabo. Esse querubim era selo da perfeição, cheio de sabedoria e completo em formosura. Encontrava-se em Éden, o jardim de Deus. Suas vestes eram todas de pedras preciosas. Seus ornamentos e flautas estiveram preparados para ele no dia de sua criação. Ele possuía em si mesmo ornamentos e flautas. Era um ser criado, não eterno. Houve um momento, um dia em que foi criado. Deus colocou esse querubim protetor no Santo Monte de Deus. Passeava entre pedras afogueadas.
     Isso nos esclarece que esse querubim passeava no Éden que estava localizado exatamente no Monte Santo de Deus. É interessante que, enquanto o Éden relatado como local de Adão e Eva se revela como um reino de natureza vegetal, este horto ao qual se refere Ezequiel, fala de um mundo de natureza mineral. Não encontramos Adão caminhando em pedras afogueadas, mas entre árvores, plantas e animais.
    Desde o dia de sua criação foi perfeito em todos os seus caminhos. No entanto, houve um dia em que tudo mudou, um dia em que foi achada iniqüidade nele. Como conseqüência, foi colocado fora do Monte de Deus, e Deus o lançou para fora das pedras afogueadas. Seu coração se exaltou devido à sua formosura, e sua sabedoria foi corrompida por causa de seu esplendor.
    Com a multidão de suas maldades e com a iniqüidade de suas contratações, profanou o santuário. Aqui, santuário, unido a ornamentos e flautas, certamente fala de adoração e, portanto, de um sacerdócio.
    Deus colocou um fogo nomeio dele que o consumiu, e Deus o colocou por cinza sobre a terra, aos olhos de todos. O local de habitação de Lúcifer era o ideal que originalmente estava no coração de Deus. O jardim aonde veio habitar Adão e onde nós habitamos hoje parece ser apenas um reflexo, uma habitação temporária que deverá ser destruída pelo fogo (2 Pd.3:12-13) a fim de dar lugar ao plano original de Deus. A descrição da Nova Jerusalém (Ap.21:18-21) oferece uma passagem praticamente paralela ao que lemos em Ezequiel 28.
    Então compreendemos que nosso alvo final, a nova Jerusalém celestial é, em verdade, o ideal que Deus tinha em mente desde a eternidade passada.
    1.5.- Características da “Eternidade Passada”
    Durante esse período que chamamos “Eternidade Passada”, que vai desde “o princípio” quando Deus criou os céus e a terra, até esse momento traumático em que houve iniqüidade, podem ter transcorrido centenas, milhares ou milhões de anos, não sabemos. O tempo não significa nada nesse período.
    O valor e a sublimidade da criação se deviam por duas características básicas: (1) somente existia uma Autoridade em toda a criação – a Autoridade de Deus; (2) somente havia uma Vontade em toda a criação – a vontade do Criador.
    Antes de sua queda, se pode dizer que Lúcifer exercia um papel de Primeiro Ministro, governando possivelmente todo o universo. Era dele a responsabilidade de exercer a autoridade delegada de Deus sobre toda a criação (Is.14:16). Mas houve um momento em que tudo mudou. Houve a manifestação (pela primeira vez) de uma segunda vontade.
    
    1.6.- O Juízo Divino
    A catástrofe produzida pelo juízo divino é traduzida em Jeremias 4:23-28 (recorde que Deus havia criado a terra perfeita). O v. 23 poderia ser traduzido como “olhei a terra e ela estava sem ordem e vazia”. Parece obvio que Deus está falando a mesma coisa de Gn.1:2.
     Veja 2 Pd. 3:5-7, onde o apóstolo estabelece distinção entre o mundo de então, o qual pereceu, e os céus e a terra que existem agora, guardados pelo fogo do dia do juízo. Segundo o apóstolo Pedro o mundo de então pereceu completamente coberto de água (Gn. 1:6-8). De acordo com a Palavra, no primeiro dia foi criada a luz, e separada das trevas. De onde surgiu então essa água que cobria os céus e a terra, e que precisou ser separada em duas expansões, senão do juízo de que fala Pedro?
    1.7.- O Grande Parêntesis
    A raiz da rebelião de Lúcifer produz nele um processo degenerativo, cuja duração desconhecemos. Seguramente se trata de um período muito grande de trevas, para permitir que aquele que era o selo da perfeição se corrompesse até se tornar em satanás, o inimigo de Deus. Que sentido de incapacidade terá experimentado satanás ao dar-se conta de que sem Deus não tinha nenhuma habilidade criadora, nenhuma possibilidade de fazer nada para impedir o estado caótico em que caiu a criação devido à sua rebelião (Gn. 1:2).
     Este é o momento em que Deus decide finalizar a etapa de eternidade passada, e a interrompendo-a e abrindo um parêntesis, que nós denominaremos “Os tempos da Bíblia”. Deus intervém com o poder de sua Palavra, e com uma só frase termina a etapa de escuridão: “disse Deus: haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e separou Deus a luz das trevas” (Gn. 1:3-4).
     Com essa passagem dá início à semana de seis yôm de trabalho e de descanso nos quais Deus “compôs” sua criação. Alguns têm chamado essa semana de “a re-criação” ou “segunda criação”, que é o Éden ao qual estamos acostumados, no qual aparecem as árvores, as aves, os peixes, o sol, as estrelas.
    1.8.- A Criação do Homem
     A criação chega ao seu ponto culminante. A linguagem é solene e isso não pode ser ignorado. “Façamos” aqui pode ter duas interpretações, ambas perfeitamente possíveis. A primeira, talvez a mais comum, é a idéia da Trindade, no sentido de que o Pai estaria consultando o Filho e o Espírito Santo. A outra declara que seria uma consulta à sua corte celestial, nos mesmos termos que aparecem em 3:22. Seria uma convocação de toda a criação para assistirem ao evento. E essa segunda opção se aplica perfeitamente quando lembramos que seria uma forma de Deus estar mostrando a Lúcifer que agora havia alguém para substituí-lo diante da presença do Trono de Deus.
    Imagine em meio a toda essa dinâmica, os seres sob o juízo de Deus correm assombrados de um lugar para o outro, vendo desenvolver-se diante deles essa nuvem de criação, coisa de que eles eram incapazes. Então, repentinamente, Deus diz “façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança”. E esse ser imundo, o diabo, escuta e diz “O que?”, e os outros respondem “Disse o Homem?” “Que é Homem? Averigúem que é Homem”. Mas nada fica sabendo, só Deus tem a resposta.
    O homem. A palavra hebraica traduzida por homem é adam, um termo coletivo e não individual. Aqui, poderíamos perfeitamente incluir a mulher, ou mesmo a própria humanidade. Com relação à humanidade, é pacífico e lógico. Em relação à mulher, vemos que o texto bíblico só vai nomeá-la de forma diferente após a queda, pois até ali quando Deus desejava referir-se ao homem, ou à mulher, ou a ambos, apenas chamava “adam” e ambos olhavam e respondiam. Tal terminologia já traz consigo também a idéia de unidade, a mesma unidade intrínseca a Deus.
    Há na criação do homem uma declaração ecológica. Acabando com a natureza, o homem acaba consigo mesmo, pois é muito significativo que “humanidade” no hebraico é adam, e “solo” é adamah.
    Imagem e Semelhança de Deus. Aqui temos dois termos hebraicos – tselem e demt. No texto original hebraico não aparece a partícula vav, que no português seria a conjunção “e”, demonstrando aqui serem dois termos que se reforçam mutuamente, com a finalidade de diferenciar o homem do restante da criação. Tais termos nos fazem ver qualidades divinas implantadas no homem, de tal forma como em nenhuma outra parte da criação. Se Lúcifer tinha o privilégio de estar presente diante do Trono, nunca foi à imagem/semelhança de Deus, e nunca teve o privilégio que temos de ser habitação do próprio Deus.
    1.9.- A Igreja é a resposta de Deus
     O nosso papel como Igreja é governar, e não esperar que as coisas piorem para que venha o fim dos tempos. - O primeiro texto a considerar é Ef. 3:10-11 à I Co.15:24-25 + Hb. 10:13 + Rm. 16:20
    CONCLUSÃO - O FUTURO ESTÁ NO PASSADO
     Ao observarmos toda essa lição, concluímos que:
    (1). O Juízo de Deus foi exercido contra Lúcifer no momento em que pecou; (2). Deus não foi pego de surpresa; (3). Deus não destruiu Lúcifer e seus seguidores a fim de que eles e todo o restante da criação contemplassem as conseqüências de uma rebelião;
    (4). Deus está levando sua criação a experimentar uma volta ao seu plano original;
    (5). Sua Igreja foi instituída para ocupar o lugar que era de Lúcifer – contempladora da Glória do Senhor, estar no Seu Monte Santo, e adorá-LO.

SETE MOTIVOS PARA ABANDONAR SUA IGREJA

    A cada ano milhares de brasileiros se convertem e ingressam numa igreja evangélica. Mas, também, a cada ano, muitos abandonam suas igrejas, fazendo-as parecer um imenso corredor: muitos entrando pela porta da frente; um bom tanto deles saindo pela porta dos fundos.

    Conversando com os “desviados” (é assim que nós os chamamos), ouvimos diversas explicações. Alguns dos motivos apresentados até que são relevantes; outros, porém, são meras desculpas. Mas, no fundo nós sabemos que “... nada pode nos separar do amor de Deus“; em outras palavras, nada é suficientemente forte para afastar da casa de Deus um verdadeiro filho de Deus.

    Este fenômeno, no entanto, não é novo. Se considerarmos que a igreja cristã nasceu na manhã da Páscoa, no dia da ressurreição de Jesus, então, à tarde daquele mesmo dia ela já tinha dois “desviados”. Leia atentamente o relato bíblico:

   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios (+ ou - 12 km). E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão! Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão”. Lucas 24.13-35

   Aos que abandonaram suas igrejas ou estão pensando em fazê-lo, quero dizer-lhes as mesmas palavras de Jesus àqueles dois discípulos a caminho de Emaús: Vocês são LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO! Sei que estas palavras são pesadas, mas é exatamente isto que significa a frase de Jesus: “Néscios e tardos de coração para crer...”.

LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO!

   Porque Jesus foi tão severo com eles? Porque seus motivos para abandonar a igreja eram banais e fruto de seus corações endurecidos.

    Inacreditavelmente, estes mesmos motivos podem ser encontrados nas conversas com os “desviados”.

    As palavras de Cleopas e de seu companheiro de viagem revelam-nos toda a verdade de seus corações. Vamos analisar o texto? Vemos ver quais motivos levaram estes dois a fazer tal loucura?

 

1o Motivo:   Dar ouvidos à conversa fiada – vs. 13-14

   Para que alguém se converta e una-se a uma igreja evangélica, muitas pessoas, de muitas igrejas diferentes, colaboram para isso: Um lhe fala de Jesus pela primeira vez, outro lhe entrega alguma literatura, alguém ora por ele e com ele, outro o socorre numa hora de aflição, alguém o convida, outro o traz ao templo, e assim por diante.

   No entanto, quando alguém chega a se afastar do Caminho, geralmente é pelas mãos de uma única pessoa. Muitas vezes pelas mãos de alguém que ele conheceu na própria igreja e que se fez seu amigo. Alguém que conversa muito ele, mas, ao invés de o encorajar, como recomendam as Escrituras, leva-o a se desviar.

    Repare no texto bíblico:

   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas”.

   O que havia em Emaús? Nada! Emaús era uma aldeia tão pequena e inexpressiva, em termos históricos, que só sabemos que ela existiu por causa deste relato bíblico; mas, mesmo que Emaús fosse uma grande cidade, o quê poderia haver lá que fosse mais importante que a notícia da ressurreição? Nada! Absolutamente, nada!

    A verdade é que, enquanto a igreja estava reunida lá em Jerusalém, tentando assimilar os últimos acontecimentos e esclarecer o sumiço do corpo de Jesus, estes dois discípulos estavam voltando para sua antiga vidinha, lá em Emaús. Abandonaram a igreja.

    Porque? Por vários motivos e um deles foi por causa de conversa fiada, pois, como o texto bíblico relata, eles “... iam conversando” pelo caminho.

   O texto bíblico não diz quem desviou quem, mas, como a repreensão de Jesus foi muito severa e somente o nome de um deles é citado, não corremos muito risco em afirmar que Cleopas era o conversador e, o outro, aquele que lhe deu ouvidos.

   Ter amigos na igreja é muito saudável e recomendável, mas, cuide-se, há muitos “Cleopas” em nosso meio; pessoas mal resolvidas em sua fé em Nosso Senhor Jesus, pessoas que querem sair da igreja, mas, como seus motivos são meras desculpas, precisam de alguém que lhe dê ouvidos, alguém que concorde com ele e, de preferência, que saia da igreja junto com ele, para que ele se senta menos mal e culpado.

 

2o Motivo:   Cegueira espiritual – vs. 15-16

    O texto fala de uma espécie de “cegueira espiritual”. Repare.

    “Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer”.

    Eles estavam tão compenetrados em si mesmos, tão envolvidos em suas próprias desculpas e justificativas, tão convictos em sua discussão, que nem puderam notar que era o Cristo ressurreto que caminhava com eles.

   Imaginem o ridículo da situação. Iremos ver, logo adiante, que eles não aceitaram a notícia da ressurreição. Provavelmente estavam dizendo: Esta coisa de ressurreição é coisa de louco! É histerismo coletivo! E, ali ao seu lado, estava aquele de quem eles estavam falando.

    Observe outra coisa muito interessante: eles (que estavam cegos) julgaram-se mais informados que o próprio Cristo: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias?”.

   As pessoas que abandonam o Caminho encontram-se em condições espirituais semelhantes, isto é, cegos. Estão tão preocupadas consigo mesmos que, literalmente, se tornam incapazes de perceber a realidade. Pior que isso, além de estarem cegas, acreditam que são as únicas que enxergam. Enchem o peito de razão, mas, fazem papel de ridículos ao discutirem temas sobre os quais não tem o menor conhecimento e ao classificarem como fanáticos ou histéricos os que ficaram firmes em suas igrejas.

 

3o Motivo:   Tristeza – vs. 17

    “Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos”.

   Porque eles estavam tristes? Pela morte de Jesus, é claro!

    Mas, também, pela injustiça praticada pelas autoridades (Como puderam colocar Jesus e Barrabás lado a lado?).

    Pela ingratidão do povo de Israel (Como puderam escolher Barrabás?).

    E, pelos problemas do grupo de Jesus (Como é que Pedro, que era tão valente, não morreu de vergonha por negar o Mestre três vezes? E quanto aos demais, não se acovardaram também, deixando o Cristo padecer sozinho? E as mulheres, então, que na hora da crucificação até que foram valentes, mas, agora, vêm com esta história de que viram e conversaram com anjos, parecendo loucas, alucinadas?).

    Estavam tristes por muitos motivos. Por isso não puderam suportar a pressão. A Bíblia diz que “... a alegria do Senhor é a nossa força”. Crente triste é crente fraco! E, quando estamos fracos, temos a tendência de nos isolarmos, de fugir, de virar a mesa, de abandonar a carreira da fé.

   Cuide-se, meu irmão. Não se entristeça! Nem com as autoridades, nem com a ingratidão do povo e, muito menos ainda, com sua igreja, pois todas as igrejas do mundo são iguais: são formadas por seres humanos fracos e frágeis; valentes numa hora, covardes noutra; maravilhosos num instante, desprezíveis noutro; inspiradores em certas atitudes, desastrosos em outras.

   É verdade que nenhuma igreja pode viver em pecado alegando que “... toda igreja tem problemas, que nenhuma é perfeita” e não fazer nada para mudar esta situação. Se uma igreja admite isso (e a maioria admite) é porque está reconhecendo que tem problemas. Logo, tem a obrigação de dar uma parada e fazer um conserto com Deus, senão, certamente é falsa e hipócrita.

   Por outro lado, no entanto, nenhum crente tem o direito de ficar triste por causa dos problemas de sua igreja, a ponto de abandoná-la. Deve, sim, orar, jejuar e promover a santidade do seu grupo, com paciência e amor. Muito amor! Se, depois de agir assim, sua igreja insistir em permanecer no pecado, então chegou a hora de pedir a Deus licença para sair em busca de um outro lugar para adorar. Porém, jamais ficar sem igreja.

 

4o Motivo:   Saudosismo – vs. 19

    “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras”.

    Jesus falou diversas vezes que iria voltar para o Pai e que seus discípulos iriam fazer obras maiores do que as que ele fez, mas, mesmo assim estes dois abandonaram a Igreja, pois aquele “... que era varão profeta, poderoso em obras e palavras...” havia morrido. Jesus já era. Estava morto. Suas obras pertenciam ao passado.

    O dicionário define saudosismo como culto ao passado. Este é um dos principais motivos pelos quais muitas abandonam suas igrejas: Eles vivem do passado. Ah! No tempo daquele outro pastor, sim, a gente via o poder de Deus. Ah! Antigamente a Igreja orava mais, buscava mais a presença de Deus. Ah! No tempo dos apóstolos é que havia poder. Ah! No tempo de Jesus... E, assim vão caminhando e se distanciando, sem entender que o poder de Deus está à disposição de todo aquele que se santifica e que Deus se manifesta hoje em dia no meio do seu povo com a mesma graça e misericórdia de outrora.

    É interessante observar que foi exatamente no momento do maior dos milagres de todos os tempos, a ressurreição, que este dois pensavam que o poder de Deus havia cessado.

    Meu irmão, você acha que sua Igreja anda sem poder? Cuidado! Pode ser que você esteja virando as costas e esteja perdendo de ver as maravilhas de Deus. Mas, se for mesmo verdade que sua igreja anda assim, meio sem poder, não a abandone nesta hora difícil. Seja você aquele que vai iniciar um incêndio espiritual ali. Dedique-se ao estudo da Palavra de Deus, à oração e ao jejum, às boas obras e ao amor fraternal. Pague o preço. Não use isto como desculpa, pois, pode ser que quem está frio e sem poder seja você mesmo.

 

5o Motivo:   Perda da esperança – vs. 20-21

    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

    Naquela época os defuntos eram colocados em cavernas e não enterrados, como fazemos hoje em dia, e a morte era oficialmente confirmada somente após três dias do sepultamento. Tudo isso para evitar que alguém fosse enterrado vivo, pois não tinham como diagnosticar os casos de morte aparente. Mas, depois de três dias, a morte era decretada e acabava-se qualquer raio de esperança dos amigos e parentes.

    Cleopas e seu amigo haviam depositado todas as suas esperanças em Jesus, mas ele morreu. E, após três dias do seu sepultamento, suas esperanças se foram.

    Muitas pessoas abandonam suas igrejas porque perderem a esperança. Toda igreja passa por crises e nestas épocas, ao invés de procurar levantar o moral dos membros, muitos se apresentam como profetas, “Profetas-Só-De-Coisas-Ruins”, sempre anunciando que “há uma nuvem escura sobre a Igreja”, que Deus “está pesando a mão”, que "há pecado na igreja", etc, etc e tal.

    Desconhecem a história da Igreja Cristã, que já passou por verdadeiras crises e superou cada uma delas, pois “Maior é o que está em nós, que aquele que está no mundo”. Esquecem que “... em Cristo, somos mais que vencedores”.

    As coisas andam feias em sua Igreja? Arregace as mangas e ajude aqueles poucos que ainda estão lutando. Se você parar de reclamar, já está ajudando. Mas, se resolver colocar a mão na massa, a coisa vai!

    Mesmo que sua Igreja já tenha morrido, Deus a pode ressuscitar, pois, no dicionário de Deus não consta a palavra IMPOSSÍVEL.

    A esperança é a última que morre, mas, quando morre, mata o homem.

    Cuide-se para não perder a esperança! Olhe sua Igreja com olhos espirituais; procure ver o que ela será, pela graça de Deus e não sua situação atual.

 

6o Motivo:   Decepção – vs. 21

    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

    Quantas vezes Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo? Ele deixou claro que não veio para formar um exército, para ser o governador ou o rei de uma nação, para criar uma dinastia ou qualquer destas coisas que os poderosos tanto apreciam. Apesar disto, os apóstolos pensavam que Jesus iria ser coroado e enfrentar os romanos e “redimir” (libertar) Israel.

    Havia, é claro, um interesse pessoal em cada um deles, para acreditar nisso. Como amigos íntimos do Mestre, certamente eles seriam nomeados generais, ministros, secretários. Imagine, um grupo de pescadores analfabetos nomeados para os altos escalões do novo governo, o governo de Jesus. Fantástico, não é mesmo?

    Mas, eles estavam confusos. Jesus nunca disse isso, nunca lhes deu qualquer esperança neste sentido.

    Ora, a Bíblia diz que quem crê em Jesus jamais será confundido. O quê aconteceu com os apóstolos, para ficaram tão confusos?

    Eles deixaram de ouvir as palavras de Jesus e passaram a acreditar em suas próprias ambições e devaneios.

    Muitas pessoas abandonam suas Igrejas quando se decepcionam com alguma coisa. Mas, como chegam a este ponto?

    Quando deixam de ouvir as verdades de Deus para ouvir seus próprios corações. Quando enganam a si mesmos, afirmando e acreditando que Deus lhes prometeu alguma coisa, quando, no fundo, eles estão apenas tentando satisfazer suas ambições pessoais.

    A Bíblia diz que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Porém, infelizmente, muitos se decepcionam porque deixam de procurar em Jesus as respostas para suas vidas e vão atrás de certos “homens e mulheres de Deus”, mendigando oração e em busca de “revelação”.  Passam a dar ouvidos aos profetas e profetizas de plantão. Passam a dar mais valor a sonhos, visões e sinais, que à presença de Deus e seus ensinos.

    Outros evangélicos organizam suas vidas função de suas Igrejas e de seus líderes, de tal forma que abandonam a família, os amigos, o estudo, o auto-desenvolvimento, o laser, etc. Então, num belo dia, suas Igrejas e seus líderes traem sua confiança, e a decepção vem à cavalo. Daí, não dá mais para segurar a barra. O único jeito de enfrentar a realidade é... bem, é fugindo dela. Abandonando tudo.

    Decepcionado? A culpa é sua, se acreditou em suas próprias ambições e se organizou sua vida em função de homens e Igrejas.

    Jesus nunca decepcionou alguém que tenha organizado sua vida em favor dele.

    É hora de reconhecer os erros, para não cair mais.

 

7o Motivo:   Falta de fé, descrença – vs. 22-25

   “... mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”.

   Quase que dá para ouvir o tom de desprezo deles em relação ao testemunho das mulheres, quando se referiram a elas como "algumas mulheres".

    Não eram apenas algumas mulheres. Eram mulheres bem conhecidas do grupo. Mulheres respeitadas, que tinham nome e sobrenome. Mulheres que apoiaram o ministério de Jesus todo o tempo, não só financeiramente, mas, principalmente, com o serviço de suas próprias vidas. Mas, nada disso tinha qualquer valor para Cleopas e seu companheiro. Imediatamente, eles desqualificaram o testemunho delas, por serem apenas mulheres.

    Mas, sua descrença não parou por aí. Descreram, também, do testemunho dos homens (De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram). À primeira vista parece que o testemunho dos homens os deixou propensos a crer, mas, não!  Se tivessem crido no testemunho daqueles verdadeiros servos de Deus, JAMAIS TERIAM IDO EMBORA para Emaús.

    Descreram da própria ressurreição, apesar dela ter sido apregoada por Jesus.

    Em resumo, descreram das mulheres, dos homens e do poder de Deus. Não é à toa que a repreensão de Jesus foi tão severa.

    Um dos motivos que levam as pessoas a abandonar suas igrejas é quando elas passam a agir de modo semelhante.

    É verdade que nas igrejas têm muita gente exagerada, doidas para dar um “tremendo testemunho”, tentando impressionar, para conquistar o respeito do grupo.

   Por outro lado, no entanto, há os casos verdadeiros. Testemunhos verídicos, comedidos, isentos de exageros. Pessoas que, de fato, têm experimentando uma dose maior da graça de Deus.

   Como diferenciar o falso do verdadeiro? A Bíblia nos ensina a agir com prudência, sobriedade e discernimento.

   Alguém certa vez disse: Para quem quer crer, nenhuma prova é preciso; para quem não quer crer, nenhuma prova basta.

    Seja crente, de verdade. Seja sábio e prudente, mas crente.  Jamais acredite em tudo; jamais duvide de tudo.

    O crente vive pela fé e não por preconceitos.

 

   Por ser que, neste ponto desta mensagem, você já tenha compreendido porque abandonou sua ou porque está pensando em fazê-lo. A pergunta que vem a seguir é natural: E agora, como voltar? Como sentir de novo a mesma alegria que eu sentia no início?

   Eu estaria mentindo, se lhe dissesse que é fácil voltar ou recuperar a alegria do primeiro amor. Não é nada fácil; mas não é impossível. Vou fazer uma lista dos eventos que motivaram aqueles dois a voltar correndo para Jerusalém:

    a) Jesus foi atrás deles;
    b) Jesus ouviu suas queixas;
    c) Jesus falou aos seus corações:
        “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras”, de tal modo que seus “corações ardiam”;
    d) Eles convidaram Jesus a entrar em sua casa;
    e) Jesus restaurou a comunhão (no partir do pão);
    f) Jesus abriu seus olhos (tirou a cegueira espiritual);
    g) Eles voltaram correndo para Jerusalém.

    Note que, dos sete eventos que os culminaram na volta deles, somente dois foram de iniciativa humana; quanto aos demais, foram de iniciativa e Jesus.

    Em outras palavras: Se Deus não tiver misericórdia de sua vida, você jamais conseguirá voltar à sua igreja ou jamais conseguirá voltar a sentir a mesma alegria do início.

    Meu conselho é que você dobre seu joelho e clame em alta voz:

    Jesus, por favor, venha me buscar!

    E, quando algum irmão ou pastor o procurar e lhe convidar para ir a um culto, vá! E, se o seu coração começar a arder, ao ouvir a Palavra de Deus, convide Jesus a entrar em seu coração e ficar com você nesta “noite fria” que se instalou em seu espírito.

    Aceite o perdão de Deus (coma do pão que Jesus lhe der) e...

    VOLTE PARA SUA IGREJA.

    Se não for possível nem recomendável voltar para sua igreja, peça a Deus para lhe mostrar seu novo lugar de adoração.

    Não seja LOUCO E DURO DE CORAÇÃO!

    Seja crente!

    Crê somente!

 

 

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